ERPI (Lar de Idosos)

Equipamento social que visa o alojamento coletivo, temporário ou permanente, para pessoas idosas em sejam desenvolvidas atividades de apoio social e prestados cuidados de enfermagem.

Centro de Dia

Resposta social, desenvolvida em equipamento, que consiste na prestação de serviços que contribuem para a manutenção dos indivíduos idosos no seu meio familiar e social.

Apoio Domiciliário

Cuidados individualizados e personalizados, no domicílio, a utentes que, por motivo de doença, deficiência ou outro impedimento, não possam assegurar atividades do dia-a-dia.

Jardim de Infância

Serviços que permitem o desenvolvimento equilibrado das crianças desde os 3 anos até ao ingresso no ensino básico, sendo complementar da ação educativa da família.

Cantinas Sociais

Resposta social, desenvolvida em equipamento, para o fornecimento de refeições, em especial a indivíduos economicamente desfavorecidos, podendo integrar outras atividades.

Gabinete de Apoio Social

Disponibiliza atendimento, acompanhamento social e/ou encaminhamento individual e familiar à população carenciada, em situação (ou risco) de exclusão social.


ADIC Destaque

08/04/2019 - 17:53h
Decorreu no passado dia 29 de março a assembleia geral da ADIC Vilarinho, a qual se realizou nas instalações da Instituição com a presença de 31 sócios.

Alcides Martins - Saudou os associados, agradecendo a presença de todos, convidou à participação e de seguida leu a convocatória.

 Ponto 1 – Apreciar e votar o relatório e contas da Direção e do parecer do Conselho Fiscal, referente ao exercício de 2018.
 Ponto 2 – Novo Centro Social / Informações.
 Ponto 3 – Outros assuntos de interesse para a Associação.

De seguida iniciou-se a Ordem de Trabalhos, assim: 
Ponto 1 – Apreciar e votar o relatório e contas da Direção e do parecer do Conselho Fiscal, referente ao exercício de 2018

» Relatório de Atividades e Contas do ano de 2018
O Presidente da Assembleia deu a palavra a Rogério Martins, Presidente da Direção da ADIC, para apresentar o relatório. Este documento foi apresentado em linhas gerais, sendo dito que ficava arquivado numa pasta da Secretaria da Instituição devidamente identificada.
Antes, porém, foram distribuídas cópias aos sócios dos assuntos em apreciação e votação.
Paulo Costa, Tesoureiro da Direção usou da palavra para explicar em traços gerais as contas do ano de 2018.
Começou por referir que a Instituição mantém a sua situação financeira regularizada, com as Colaboradoras, Terceiros (Fornecedores, Clientes, Associados, Instituições Bancárias, etc) e com o Estado (Autoridade Tributária e Segurança Social).
A Instituição contraiu um crédito bancário, junto do B.P.I., SA em 2017, no valor inicial de 20.000 € para a aquisição de uma viatura. Deste crédito, faltam pagar 2.312,17 €.
Refere ainda que a Instituição não tem qualquer dívida em mora. Mais afirma que garantir o cumprimento de todas as responsabilidades da ADIC é um objetivo e uma realidade quotidianamente presente em todos os mecanismos de gestão e de tomada de decisão.
Começando por explicar de forma minuciosa a generalidade das contas da contabilidade, afirma que os rendimentos totais registados em 2018 foram de 407.205,69 €, enquanto os gastos totais tiveram o valor de 400.828,44 €.
Face aos valores expostos a Associação apresentou um resultado líquido positivo de Euros: 6.377,25 €. Mais informa e considerando que, com a adoção do SNC-ESNL as informações de natureza económica e financeira encontram-se explicadas com grande detalhe nas Demonstrações Financeiras, para o mesmo se remete a explicação da formação dos resultados líquidos.
A finalizar diz que a ADIC possui a disponibilidade financeira no valor de 98.552,57€.
Continuando, fala na obra do novo Centro Social, dizendo que arrancou em outubro de 2018, tendo nas contas apresentadas os valores até 31 de dezembro desse ano. Mas porque se está no final de março, os associados deverão saber que continuam a pagar à empresa mensalmente, porque os auto de medição são mensais, informando que pagaram até ao dia de hoje cerca de 92.000,00 euros. Outra informação que a Direção gostaria de prestar é que ainda não usaram o empréstimo bancário para efetuar pagamentos, servindo-se sempre da “conta solidária” criada para o efeito. No entanto, e a partir de hoje, porque essa “conta solidária” se extinguiu, irão ao empréstimo bancário. Não irão baixar a conta corrente da ADIC porque necessitam de ter “fundo de maneio” na gestão. -
Alcides Martins colocou à votação o relatório e contas da Direção, referente ao exercício de 2018, tendo sido aprovado por unanimidade.

Ponto 2 – Novo Centro Social / Informações
Pela Direção é referido que a obra está a cumprir os prazos previstos, com a evolução normal. No presente estão a operar no espaço os técnicos do ar condicionado e eletricidade. As divisões estão construídas, percebendo-se já pela sua arquitetura a finalidade.
Fazendo um histórico da obra, a Direção referiu ainda que no decorrer de 2018 foram aprovados pela Direção, os documentos do projeto, as peças do procedimento, programa do concurso e caderno de encargos. Foi, ainda, nomeado o júri do concurso, e elaborado todo o procedimento do registo da ADIC na INCM, com a publicação do competente anúncio de procedimento de abertura do concurso público, tendo sido acompanhado e decidido tudo sobre o desenrolar e normal tramitação do concurso público.
Assim, no decorrer do ano de 2018, muito foi o trabalho invisível realizado pela Direção para que, atualmente, a obra de conclusão do novo Centro Social seja uma verdadeira realidade e a mesma esteja a decorrer dentro da normalidade, sendo certo que, com os imprevistos expectáveis para uma obra desta envergadura. Possuir um espaço próprio, novo, moderno, funcional e digno foi sempre um sonho da Associação desde a sua fundação.
Assim, após oito anos, com a obra completamente parada por falta de financiamento, foi publicado no Diário da República n.º 54/2018, Série II de 2018-03-16, o Anúncio de Procedimento 1565/2018, sendo que o anúncio declarou aberto o procedimento do Concurso Público para a construção de uma estrutura residencial para pessoas idosas (ERPI), Centro de Dia (CD) e Serviço de Apoio Domiciliário (SAD). Sendo o valor do preço base do procedimento: 950.000,00 EUR.
A Direção da ADIC reunida em 20 de junho, após análise e discussão, por unanimidade, decidiu aprovar na integra a proposta do Júri do Concurso da empreitada para construção do novo Centro Social, despachando e ficando devidamente registado, em síntese, o seguinte:
• Adjudicação da empreitada do novo Centro Social de Vilarinho ao concorrente ALVAPE —Construção e Obras Públicas, Lda;
• Pelo valor global de 891.974,92 € (oitocentos e noventa e um mil novecentos e setenta e quatro euros e noventa e dois cêntimos), acrescidos de IVA à taxa legal em vigor, ou seja 23%;
A 8 de agosto, na sala de reuniões da Junta de Freguesia de Vilarinho, realizou-se a cerimónia de assinatura do contrato de empreitada para a conclusão da construção do Novo Centro Social – Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário.
Foi adjudicado e assinado o contrato de empreitada com a empresa ALVAPE - Construção e Obras Públicas, Lda, pelo valor global de 1.097.129,15 €. O prazo de execução da empreitada é de dezoito meses a contar do auto de consignação dos trabalhos ou da data em que seja comunicado ao adjudicatário a aprovação do plano de segurança e saúde.
A primeira fase de construção da obra «estrutura e telhado», iniciou-se em janeiro de 2009 e foi dada por concluída em novembro do mesmo ano. Assim, o investimento global no que já se encontra construído ascende a um valor a rondar os € 500.000,00 (meio milhão de euros).
Estas obras - 2ª fase -, é o culminar de um demorado e penoso processo, tendo sempre como principal objetivo a conclusão da construção de raiz do Centro Social para dar resposta às suas diversas valências já existentes no âmbito do apoio social que presta em todo o concelho da Lousã e muito principalmente a criação de uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosos (ERPI), com a capacidade para 39 residentes, Centro de Dia para 40 Utentes e Serviço de Apoio Domiciliário para 60 Utentes.
Financiamento: Empréstimo bancário e escritura de mútuo com hipoteca
Após todo o processo de consulta a diversas entidades bancárias, a Direção da ADIC, discutiu, analisou e decidiu que o Banco que melhor condição apresentou para o financiamento da conclusão das obras do novo Centro Social, ou seja, para a concessão do empréstimo hipotecário foi o Crédito Agrícola (CA).
Todo o processo culminou a 10 de setembro, no Cartório Notarial de Vila Nova de Poiares, com a assinatura da escritura de mútuo com hipoteca, entre a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo Beira Centro C.R.L e a ADIC - Associação de Defesa do Idoso e da Criança de Vilarinho, Lousã. Pela referida escritura, a Caixa Agrícola (CA), concede à ADIC Vilarinho um empréstimo do montante de 1.000.000,00 € (um milhão de euros), pelo prazo de cento e oitenta meses, a contar da data da assinatura e nas condições estabelecidas no documento complementar e anexo e que faz parte integrante da escritura.
O empréstimo foi/é concedido pelo prazo de 15 anos (180 meses), com início na data da assinatura da escritura. Foi estabelecido um período de carência de reembolso de capital de 24 (vinte e quatro) meses. O capital será reembolsado em duas parcelas, sendo que uma no valor de 750.416,09 (setecentos e cinquenta mil e quatrocentos e dezasseis euros e nove cêntimos) euros, será paga em prestações mensais e sucessivas, vencendo-se a primeira um mês após o referido período de carência de 24 meses, e cada uma das restantes no correspondente dia de cada mês subsequente e a outra parcela "bullet" no montante de 249.583,91 (duzentos e quarenta e nove mil e quinhentos e oitenta e três euros e noventa e um cêntimo) euros, que se vencerá e deverá ser paga no termo do prazo do empréstimo. Taxa de Juro: Euribor a 12M + spread de 2%.
Pela presente escritura a ADIC constitui hipoteca a favor da Caixa Agrícola, sobre o imóvel de que é titular, situado no Outeiro, Vilarinho.
A empreitada do Novo Centro Social teve efetivamente início no terreno (Outeiro) no passado dia 15 de outubro e o prazo de execução da empreitada é de dezoito meses. Tudo correndo dentro do previsto e não existindo qualquer atraso, perspetiva-se, que o novo Centro Social esteja concluído e entregue à ADIC em abril/maio de 2020.

Ponto 3 – Outros assuntos de interesse para a Associação
A Direção informou que já solicitaram orçamentos para os equipamentos para todo o edifício, onde se incluem lavandaria e cozinha. Salienta que no presente não serão para adquirir, servindo apenas para antever o investimento que a seguir se impõe, tendo em vista esclarecer de imediato a próxima Direção da realidade. Acentua que no presente a Direção não sabe quantificar o valor desse investimento, prevendo-se para muito breve esse conhecimento. O edifício irá necessitar de equipamentos para cerca de 2.000 metros quadrados, prevendo um custo muito elevado. Como foi dito em anteriores assembleias, o empréstimo bancário em curso vai cobrir apenas a obra do empreiteiro. Para equipar o edifício terá de se procurar novo financiamento. No fim do empreiteiro entregar a chave, quem cá estiver, o mais rápido possível deverá licenciar o edifício e torna-lo rentável, porque é preciso receita para pagar as prestações bancária, isso será determinante! Haverá muita responsabilidade.

Aqui poderá ler ma integra o Relatório de Atividades e contas de 2019

Aqui poderá ver as fotografias da reunião

Abaixo poderá consultar todos os documentos em formato PDF.


A Direção

ADIC Notícias

31/03/2019 - 21:35h
17/03/2019 - 18:45h
Destine 0,5% dos seus impostos liquidados e o reembolso do IVA suportado à ADIC e ajude assim a Instituição. Preencha o campo 1101 do Modelo 3 com o NIF: 504 000 349. No momento do preenchimento da declaração de rendimentos, poderá destinar 0,5% do IRS liquidado ou doar a dedução do IVA a uma instituição. Desde IPSS, entidades religiosas e pessoas coletivas de utilidade pública, incluindo as que têm fins ambientais e culturais. Isto é a consignação do IRS – também conhecida como consignação fiscal – e a escolha é sua. Sabia que pode doar 0,5% do seu IRS a uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), sem qualquer custo para si? Não pagará mais impostos, nem verá o reembolso do seu IRS diminuído por isso. A sua doação é retirada ao valor do imposto devido ao Estado. Ao preencher a sua declaração de IRS, indique o NIPC da Instituição, neste caso a ADIC, nif: 504 000 349, que deseja apoiar no quadro 11 do Rosto da Dec. Mod 3. Ao fazê-lo estará a ajudar e a ser SOLIDÁRIO. Assim, a ADIC Vilarinho apela a TODOS os contribuintes para consignarem 0,5% do seu IRS à Instituição. A totalidade dos impostos que pagamos destinam-se a financiar as despesas públicas do Estado sem nós decidirmos diretamente onde são aplicados. A única exceção existente é a possibilidade de destinar 0,5% do nosso IRS a uma determinada Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), de acordo com a regulamentação da Lei nº 16/2001, de 22 de junho. Esta consignação fiscal, não representa qualquer custo adicional para o contribuinte. A consignação de IRS não tem custos para o contribuinte. São 4.028 as IPSS que pediram e completaram as condições para poderem vir a beneficiar dos 0,5 % de IRS. Com total transparência e certeza afirmamos que a ADIC Vilarinho é uma dessas Instituições. Por isso, consulte a lista disponibilizada pela Autoridade Tributária. Seja Solidário!!! A Direção
AGA – Abordagem Geriátrica Ampla na promoção de um envelhecimento ativo e saudável implementação de um programa de intervenção integrado e multidisciplinar. O 1º Meeting aga@4live – Abordagem Geriátrica Ampla na promoção de um envelhecimento ativo e saudável, decorreu, no dia 9 de março, no Palácio da Lousã Boutique Hotel. A ADIC foi uma das entidades parceiras do Projeto AGA@4Life – Abordagem Geriátrica Ampla na promoção de um envelhecimento ativo e saudável – implementação de um programa de intervenção integrado e multidisciplinar. Este projeto, de qual a ADIC se tornou parceira, a par com o Instituto Politécnico de Coimbra (promotor), o Instituto Politécnico de Tomar (co-promotor), o Instituto de Castelo Branco (co-promotor) e o Município da Lousã (co-promotor), visa a promoção de um envelhecimento ativo e saudável através da implementação de um modelo de intervenção fundamentado na abordagem geriátrica ampla (AGA), incorporando também recursos endógenos da região, e promovendo a agregação da Geriatria no currículo dos ciclos de estudos das Ciências da Saúde. O modelo de AGA proposto assentou num protocolo de avaliação individual, de natureza holística e multidisciplinar, e consequente delineamento e implementação de estratégias de intervenção ajustadas a cada indivíduo, em articulação com os cuidados de saúde convencionais, visando a prevenção da fragilidade e do declínio funcional, cognitivo e social do idoso. As ações de intervenção centraram-se em programas personalizados de: exercício físico; educação nutricional; estimulação cognitiva; monitorização de co-morbilidades; aconselhamento fármaco-terapêutico; e promoção global do bem-estar. A ação estratégica do projeto teve como ambição principal a valorização da pessoa idosa, pela promoção da saúde e bem-estar, da independência e autonomia, da mobilidade e da oportunidade para contribuir na comunidade em que se insere. Assim: Envelhecimento ativo e saudável Visa a promoção de um envelhecimento ativo e saudável através da validação e implementação de um modelo de intervenção inovador, fundamentado na abordagem geriátrica ampla (AGA), incorporando recursos endógenos da região nos planos de intervenção, agregando elementos de inovação tecnológica decorrentes da criação de plataformas digitais de monitorização remota, e promovendo a incorporação da Geriatria nos curricula dos ciclos de estudos nas Ciências da Saúde num processo de valorização pedagógica desta disciplina. Áreas de Intervenção A ação estratégica do projeto tem como desiderato fundamental a valorização da pessoa idosa, pela promoção da saúde e bem-estar, da independência e autonomia, da mobilidade e da oportunidade para contribuir na comunidade em que se insere. Avaliação do Estado Global de Saúde A abordagem preconizada no modelo de intervenção AGA@4life integra uma avaliação holística e multidisciplinar, visando o mapeamento do estado de saúde dos idosos. Para esse efeito, é realizada uma bateria de exames, incluindo análises laboratoriais (sangue, saliva e urina), ecografia cardíaca, ecografia musculoesquelética e abdominal, avaliação audiológica e análise da onda de pulso, medição da pressão arterial e ritmo cardíaco. A adequação do perfil nutricional é avaliado mediante a aplicação de questionários, como o Mini Nutritional Assessment e o Questionário de Frequência Alimentar, e uma avaliação antropométrica e de composição corporal por bioimpedância. A avaliação de estilos de vida e história clínica são também recolhidos com base num questionário estruturado, que contempla dois questionários para caracterização do perfil de complexidade terapêutica individual e de adesão à terapêutica. Avaliação do Estado Funcional O modelo de intervenção AGA@4life agrega uma avaliação funcional abrangente, integrando aspetos como o equilíbrio e a mobilidade, a autonomia para as atividades da vida diária, a mensuração da fragilidade e a avaliação do risco de queda. Para este efeito, é aplicada uma bateria de testes funcionais, incluindo o teste Timed Up and Go, o teste 30 segundos levantar/sentar, o Step Test e o Modified 4 Stage Balance Test. São ainda utilizados o questionário de autoeficácia para exercício, o questionário de Perfil de Atividade e Participação relacionado com a Mobilidade (PAPM), e o questionário estruturado de Avaliação do Risco de Queda. Avaliação da Saúde Mental e Qualidade de Vida A saúde mental constitui uma dimensão crucial ao modelo de intervenção AGA@4life. Nesse sentido, é avaliada a função cognitiva com base na plataforma CANTAB (Cambridge Cognition) que disponibiliza um leque alargado de testes de avaliação das funções executivas, memória, coordenação sensoriomotora, entre outros. A depressão é avaliada pela versão portuguesa da Escala de Depressão Geriátrica, e a qualidade de vida pela versão portuguesa do questionário WHOQOL-OLD. Avaliação do Contexto Social e Ambiental O ecossistema onde decorre a via da pessoa idosa constitui uma dimensão de grande importância no suporte às necessidades individuais, e na facilitação da implementação de estratégias de promoção de um envelhecimento saudável. O modelo AGA@4life contempla a avaliação do contexto social através da caracterização do suporte social e familiar, com base na Escala de Redes Sociais de Lubben. As condições ambientais são avaliadas mediante a aplicação de uma checklist de segurança no ambiente domiciliar e dos espaços coletivos, e através da análise objetiva da qualidade do ar, níveis de ruído, temperatura e humidade. Intervenção Personalizada e Multidisciplinar O modelo de intervenção AGA@4life assenta num plano multidisciplinar e holístico, ajustado às necessidades individuais, identificadas na avaliação diagnóstica abrangente, e às expectativas da pessoa idosa. Esta intervenção visa acentuar a valorização da pessoa idosa, pela promoção da saúde e bem-estar, da independência e autonomia, da mobilidade e da oportunidade para contribuir na comunidade em que se insere. O modelo de intervenção AGA@4life compreende assim o desenho de planos adaptados de promoção da atividade física e funcionalidade, de prevenção de quedas, de otimização nutricional, de estimulação cognitiva, de treino auditivo e de promoção do bem-estar psicossocial. A implementação destes programas é feita de forma individualizada, por profissionais especializados nas áreas da Fisioterapia, do Desporto, da Dietética e Nutrição, da Audiologia, da Psicologia, da Fisiologia Clínica, da Saúde Ambiental, da Imagem Médica e Radioterapia, das Ciências Biomédicas Laboratoriais, da Farmácia, da Educação para a Saúde e do Serviço Social. Plataformas Tecnológicas no Modelo AGA@4LIFE O modelo AGA@4life é desenvolvido num ecossistema com uma forte componente de aplicação tecnológica. O projeto integra assim atividades de desenvolvimento e aplicação de tecnologias inovadoras de monitorização biométrica, que possibilitam a medição de diversas variáveis clínicas e ambientais de interesse, particularmente relevantes para o acompanhamento do idoso no seu lar (promoção do independent-living) e na aplicação dos programas de exercício físico adaptado. A componente tecnológica de monitorização biométrica no domicílio é desenvolvida em colaboração com o Instituto Politécnico de Tomar, em articulação com o Projeto VITASENIOR, que pretende fornecer um dispositivo concentrador (VITABOX) que interage com diversos equipamentos médicos, fazendo a recolha de parâmetros fisiológicos do utilizador, e ambientais do lar, de forma transparente, disponibilizando-os na Cloud. Durante o evento foram apresentados os resultados obtidos no Projeto, bem como expostas algumas soluções tecnológicas que o acompanharam. Das várias sessões, que tiveram inicio a partir das 9h30m, destacamos a Conferência Aberta à comunidade “ os desafios do envelhecimento numa sociedade em mudança” a qual foi proferida por Maria João Quintela, médica gerontóloga. A ADIC orgulha-se de ter estado presente neste consórcio e agradece a todas os seus Utentes e Colaboradoras que nele participaram ativamente.

17/03/2019 - 18:27h
10/03/2019 - 20:18h
Na preparação da Assembleia geral que se irá realizar no próximo dia 29 de março de 2019, pelas 20 horas, no Centro de Dia de Vilarinho (sede da Instituição), a Direção da ADIC disponibiliza a todos os seus associados e público em geral toda a documentação que irá ser apreciada, discutida e votada pelos seus sócios na referida reunião. Nos PDFs abaixo poderão ser consultados o Relatório de Atividades e Contas referentes ao exercicio de 2018, bem assim como todos os documentos contabilisticos que foram suporte do referido relatório. A Direção
Vai ter lugar no próximo dia 29 de março de 2019, pelas 20:00 horas, no Centro de Dia de Vilarinho, a assembleia-geral ordinária da ADIC, com a seguinte ordem de trabalhos: 1. Apreciar e votar o relatório e contas da Direção e do parecer do Conselho Fiscal, referente ao exercício de 2018. 2. Novo Centro Social / Informações. 3. Outros assuntos de interesse para a Instituição. Se, à hora acima indicada, não estiverem presentes mais de metade dos associados com direito a voto, nos termos do art.º 35º, nº 6 dos Estatutos, a Assembleia reunirá uma hora depois, com qualquer número de sócios presentes. Oportunamente, serão aqui disponibilizados - www.adic.pt - todos os documentos que irão ser submetidos a apreciação e a votação dos associados. Abaixo poderá consultar: - Convocatória A Direção
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20 MAR 2019
No dia 20 de março, pelas 21 horas terá lugar, na sede da Associação, a reunião Ordinária da Direção mês de março de 2019 - cfr. artº. 38º dos estatutos. A Direção
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29 MAR 2019
Vai ter lugar no próximo dia 29 de março de 2019, pelas 20:00 horas, no Centro de Dia de Vilarinho, a assembleia-geral ordinária da ADIC
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17 ABR 2019
No dia 17 de abril, pelas 21 horas terá lugar, na sede da Associação, a reunião Ordinária da Direção mês de abril de 2019 - cfr. artº. 38º dos estatutos. A Direção

LOUSÃ Notícias


Faleceu no passado dia 4 de abril António Lopes, ex-funcionário da Autarquia, integrou o Corpo de Bombeiros da Lousã em 1948. O seu percurso foi, também, o do amor ao próximo, o da vontade de servir. É um exemplo de dedicação e de longevidade para todos os Bombeiros, com um espírito que manteve inalterado ao longo de décadas, que o fez manter-se sempre ligado à Corporação. A sua dedicação, esforço e empenho culminou na atribuição da mais alta condecoração dos Bombeiros portugueses e que foi o Crachá de Ouro, em 1 de maio de 1999. Sendo um Bombeiro de reconhecidas qualidades pessoais e profissionais, por diversas ocasiões foi chamado a exercer o cargo de Comandante Interino. Pelo seu percurso, pela admiração que a comunidade sempre manifestou pelo Bombeiro António Lopes, a 24 de junho de 2001, recebeu a Medalha de Mérito Concelhio atribuída pela Câmara Municipal da Lousã. Foi a sepultar no cemitério da Lousã, no dia 5 de abril.


O Município da Lousã e a Prefeitura de Santos assinaram no passado dia 15 de março, na Prefeitura de Santos, um acordo de geminação, numa cerimónia marcada pela emoção e pela saudade, tão característica dos Portugueses. Perante um Salão Nobre repleto de individualidades e portugueses radicados naquela cidade do Brasil, o Presidente da Câmara Municipal da Lousã, Luís Antunes e o Prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, formalizaram este acordo que tem como objetivo conferir uma expressão política e Institucional a uma relação que já vem de longe, pois desde a 2.ª metade do século XIX que centenas de Lousanenses foram para Santos em busca de um futuro melhor. Na sua intervenção, Luís Antunes, assumiu que “Com este acordo pretendemos reforçar os laços entre as duas comunidades e criar as condições para que se possa intensificar uma relação que se pretende cada vez mais ampla e frutuosa. O Autarca referiu, também, que com esta geminação, “se pretende igualmente que os Lousanenses e os seus descendentes reforcem ou criem mais ligação com o Concelho da Lousã”. Esta ação tem um programa bastante diversificado, que inclui o contacto com diversas empresas, instituições, associações e um almoço com a comunidade portuguesa, tendo Armando Lopes e Alexandre Antunes, Lousanenses residentes em Santos, tido um papel fundamental na sua organização. A comitiva oficial, constituída, para além do Presidente da Câmara, Luís Antunes, pelo Presidente da Assembleia Municipal, Carlos Seco, e pelo Vereador Orlando Ferreira, será recebida pelo Cônsul Geral de Portugal em São Paulo, Paulo Nascimento, na próxima segunda feira. Já na terça feira, dia 19, a comitiva deslocar-se-á para Espírito Santo do Pinhal - no mesmo Estado onde o benemérito Comendador Montenegro, nascido na Lousã, com mais 29 homens e mulheres deste concelho, fundou, em 1867, a colónia Nova Louzã - onde será recebida pelo Prefeito Sérgio Bianchi, sendo também formalizado um acordo de parceria e estabelecido contacto com a população, estando prevista a visita ao Estado de Nova Lousã e a diversas obras e equipamentos que tiveram o “cunho” do Comendador Montenegro.


Uma casa com tiques de nobreza e uma boa dose história, chegou a ser conhecido por Palácio dos Salazares e, mais tarde, por Palácio da Viscondessa do Espinhal. Desde 2005 é o Palácio da Lousã Boutique Hotel, mas nunca perdeu a essência de casa brasonada. Um refúgio repleto de charme no centro da vila. Conta-se que o Duque de Wellington, comandante das tropas anglo-lusas, dormiu por ali em Março de 1811. Era uma casa habituada a receber vários notáveis. Sobreviveu à passagem do tempo (desde o século XVIII), atravessou várias gerações e chega até aos dias de hoje sem perder o título (e as condições) de palácio. Um hotel onde cada hóspede é recebido como um nobre, sendo constantemente desafiado a recuar no tempo, até à época de origem daquele imóvel histórico. Sempre com uma boa dose de charme e tendo como inspiração a paisagem da serra da Lousã. Outrora conhecido por Palácio dos Salazares e, posteriormente, Palácio da Viscondessa de Espinhal, em 2005 passou a ser Palácio da Lousã Boutique Hotel, depois de obras de adaptação que respeitaram a essência do edifício. E, sem sombra de dúvida, a sua beleza. Aquela que salta à vista logo a partir da rua: o brasão cravado no topo, as varandas em ferro forjado e o grande portão de madeira são apenas alguns dos pormenores que se evidenciam ao longo da fachada. No interior, é a partir da escadaria em pedra, bifurcada, que o imóvel começa a acusar tiques de casa de gente nobre. As portas são em madeira trabalhada, os tectos também, e numa ou outra parede há fotos antigas que nos forçam a recuar no tempo. Prenúncio de uma viagem que ainda está no início, pois em praticamente todas as divisões ou recantos do Palácio da Lousã Boutique Hotel encontramos um pedaço de história. A única excepção são os quartos da ala nova (23 habitações) do imóvel, que apresentam uma decoração mais contemporânea. Cortesia da gerência da unidade hoteleira de quatro estrelas: a Fugas ficou alojada num quarto duplo superior, na ala do palácio, com vista directa para os jardins e para a piscina (fica o desejo de voltar, em dias de temperaturas mais dadas a banhos e a estadias mais prolongadas naqueles espaços verdes). A cama de dossel acaba por sobressair entre as várias peças de mobiliário de época que decoram o quarto de dimensões generosas e com uma boa dose de conforto. Memórias dos nobres que ali viveram A evocação da história do palácio está também bem presente nas quatro salas de estar do hotel, situadas no primeiro piso do imóvel – ainda que possam funcionar como uma espécie de grande salão, cada uma delas é uma divisão independente. Seja na Sala do Brasão, Sala do Piano, Sala João Antunes ou na Sala do Oratório, em cada uma delas o hóspede é convidado a relaxar, a ler um livro ou a conversar, embalado pelos elementos decorativos que ajudam a contar a história do imóvel e da família nobre que o foi habitando. Desde Bernardo Salazar Sarmento D’Eça e Alarcão, seu fundador, e passando, claro está, pela Viscondessa do Espinhal, que, além de ter dado nome ao palácio é hoje especialmente recordada no restaurante do hotel (Restaurante A Viscondessa). Sem sombra de dúvida, uma das divisões mais bonitas de todo o edifício. Os frescos nas paredes, o mobiliário clássico e o requinte da decoração da sala, irão, definitivamente, seduzi-lo. Ao lado do restaurante, encontrará o bar (aberto diariamente entre as 10h30 e as 24h) e a sala dos pequenos-almoços. A primeira refeição do dia é servida num espaço envidraçado, aproveitando as vistas deslumbrantes do jardim e da paisagem envolvente. A variedade de produtos é grande, sem esquecer as propostas mais caseiras e artesanais, como as compotas ou o mel da serra da Lousã. Pães, bolos, cereais, iogurtes, ovos, sumos e fruta fazem parte da lista de iguarias apresentadas aos hóspedes logo pela manhã. À descoberta da serra e das Aldeias do Xisto Ainda que esteja localizado bem no centro da vila que, por si só, já tem vários pontos de interesse (Museu Municipal Prof. Álvaro de Lemos, Igreja Matriz, entre outros), o Palácio da Lousã Boutique Hotel pode constituir também um ponto de partida para quem quer descobrir esse destino especialmente recomendado aos amantes de desportos de natureza e de aventura: a serra da Lousã. Há propostas para todos: desde os passeios pedestres, passando pelo BTT, parapente ou rapel. Na recepção do hotel encontrará a lista dos vários programas disponíveis, bastando-lhe apenas escolher. Às opções de actividades físicas, juntam-se os programas de massagens e de bem-estar, oferecidos por empresas parceiras da unidade hoteleira. Para os que preferem os passeios livres, sem rigidez de horários e de roteiros, a descoberta das Aldeias do Xisto apresenta-se como uma óptima opção. Chiqueiro, Casal Novo, Talasnal, Cerdeira e Candal são as aldeias de visita obrigatória para quem parte à descoberta da Lousã – a rede de Aldeias do Xisto integra 16 concelhos e um total de 27 aldeias. Visite cada uma delas, cumprimente as suas gentes e conheça as suas tradições e produtos gastronómicos. Se encontrar uma Loja Aldeias do Xisto, aproveite para entrar e ficar a conhecer produtos gourmet e artesanato tradicional e contemporâneo, enquanto saboreia um chá. Com a certeza de que este é um daqueles destinos onde é permitido ceder ao pecado da gula. No território das Aldeias do Xisto existem mais de 600 quilómetros de percursos pedestres devidamente homologados.

SOCIAL Notícias


O presidente da CNIS esteve na Assembleia da República numa audição na Comissão de Trabalho e Segurança Social a propósito do estudo «Importância Económica e Social das IPSS em Portugal». Na apresentação do mesmo e em resposta às diversas perguntas dos deputados, o padre Lino Maia apelou à revisão do regime fiscal e da TSU para as IPSS no sentido de garantir a sustentabilidade das instituições, que sofre de graves constrangimentos no presente. Na sequência de requerimento apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD, a Comissão de Trabalho e Segurança Social, da Assembleia da República, recebeu o presidente da CNIS para uma audição acerca do estudo «Importância Económica e Social das IPSS em Portugal». Aproveitando o interesse dos deputados pelo estudo apresentado em dezembro último e coordenado por Américo Mendes, que também esteve presente, o padre Lino Maia, já no final da sessão, instou os partidos a não esquecerem as questões do Sector Social Solidário nas suas propostas num ano em que o país vai a eleições. “Inscrevam estas matérias como uma questão de Estado nos projetos eleitorais”, sugeriu o líder da CNIS, afirmando que “as IPSS são as galinhas dos ovos de ouro em termos de proteção social, se não como é que estaria o país!”. Uma das conclusões mais evidentes do estudo é a dos inúmeros problemas que as IPSS enfrentam e que colocam em risco a sua sustentabilidade económico-financeira. Aliás, logo na intervenção inicial, o deputado Adão Silva (PSD) colocou o foco da sua abordagem, precisamente, nesses problemas, como “a escassez de recursos”, o facto de “a Segurança Social assumir pequena parte dos custos” e a “incerteza na gestão”, e ainda em algumas denúncias feitas pela CNIS, como “a suspeição dos serviços da Segurança Social em relação às instituições”, a sua “atuação hostil” e a “falta de autonomia” reclamada pelas instituições. Adão Silva concluiu dizendo que “há alguma tensão entre as instituições e o Estado que não devia acontecer”. Por seu turno, o padre Lino Maia, depois de apresentar alguns números plasmados no estudo – e que demonstram comprovadamente a situação difícil em que as IPSS se encontram e que permitem perceber como e por quem estão a ser empurradas para essa situação –, apontou as questões da sustentabilidade e da fiscalização como os principais obstáculos que as instituições enfrentam no presente. “A receita é rígida, porque não há outras fontes de receita, e a despesa é fixa”, disse o responsável da CNIS, lembrando que “58% das despesas das IPSS são com os recursos humanos”, sublinhando ainda que, apesar de ser favorável à subida, “o aumento do salário mínimo nacional traz constrangimentos às instituições”, que não são compensadas em sede de cooperação. A este propósito, o padre Lino Maia considerou que “a solidariedade não deve ser feita à custa de injustiças e cada vez mais é difícil recrutar pessoal”, revelando que “há zonas do país em que até trabalhadores de salário mínimo é difícil de encontrar, porque outros pagam mais”. Para se combater os constrangimentos à sustentabilidade das IPSS, o presidente da CNIS disse aos deputados que “é necessário rever o regime fiscal e os encargos sociais com os trabalhadores”. Sendo o Sector Social Solidário empregador de mais de 200 mil trabalhadores, totalmente cobertos pela contratação coletiva, “a TSU é um grande problema”, afirmou, sugerindo que, na necessidade da sua existência, pelo menos, “uma bonificação era importante”. Sobre esta matéria, o padre Lino Maia disse ainda que, “dado os elevados encargos com os trabalhadores (58% dos custos), se houver uma redução na TSU estamos a contribuir para a resolução de alguns problemas”. E se dúvidas houvesse quanto ao facto de “o Estado não ser o maior financiador do Sector”, quando “mais de metade dos 1,5 milhões de euros já anunciados para o sector para 2019 regressa ao Estado” em taxas e impostos está tudo dito. Já quanto ao regime fiscal, a posição da CNIS é clara, antiga e há muito reclamada. “A CNIS queria que o regime fiscal fosse equiparado ao das autarquias, até porque as instituições não constituem um concorrente”, defendeu, sublinhando que também esta medida “ajudaria a resolver alguns constrangimentos”. Colocando a tónica nos graves constrangimentos que as IPSS estão a viver, o líder da CNIS questionou: “Deve ser o Estado a ter ação direta ou deve delegar nas IPSS?”. Para o padre Lino Maia a resposta é clara: “As IPSS são o único instrumento do Estado na ação direta e na proteção social. O Estado tem que regular e ter instrumentos, mas não tem que fazer tudo. O que pedimos nem é mais Estado, nem menos Estado, mas que seja melhor Estado. O Estado tem nas IPSS um instrumento com que poupa muito dinheiro e faz muito melhor”. Quanto à questão da fiscalização “hostil”, como lhe chamou o deputado do PSD e referida pelos outros partidos, o presidente da CNIS, uma vez mais, foi direto na resposta e exemplificou: “A fiscalização é exorbitante, não tendo em conta a qualidade do serviço, nem a satisfação dos utentes. Há pouco tempo, numa fiscalização, uma IPSS foi multada em 2.500 euros, porque devia ter uma cozinheira e uma ajudante de cozinheira e tinha duas cozinheiras! Isto desmobiliza os dirigentes e torna difícil encontrar novos elementos para as IPSS”. Em resposta a José Soeiro, do Bloco de Esquerda, que defendeu que “uma melhor relação com o Estado passa por uma quota-parte no financiamento e por fiscalizar a qualidade das respostas pelo acompanhamento”, o padre Lino Maia afirmou que “o Estado deve acompanhar, mas o acompanhamento que faz é mais fiscalizador, numa espécie de caça à coima”. Por isso, a CNIS defende que se devia “caminhar para a criação de uma autoridade independente de acompanhamento”. Nas diversas intervenções dos deputados, foi geral o elogio às IPSS, ao trabalho que desenvolvem e ao emprego que criam, por isso as várias questões que colocaram incidiram essencialmente nas matérias da sustentabilidade e da fiscalização e que medidas devem ser adotadas para ultrapassar esses constrangimentos. Adão Silva, do PSD, lembrou o papel da Assembleia da República e que, “sem este Sector [Social Solidário], o Estado Social estaria manco”, sublinhando ainda que está-se “perante a precariedade na sustentabilidade das instituições”. Por seu turno, Carla Tavares, do PS, lembrou os presentes que “o Partido Socialista já quis baixar a TSU, mas o PSD inviabilizou”, o que foi contestado pelos deputados social democratas, no momento de picardia partidária da sessão. Pelo CDS PP, Anacoreta Correia mostrou-se “preocupado com o endividamento das IPSS”, enfatizou que esta “não é uma realidade privada, mas solidária” e defendeu que “é preciso saber se o financiamento do Estado é eficaz e promove a ação pública”. Por seu turno, José Soeiro (BE) elogiou o estudo que motivou a audição parlamentar da CNIS, porque permite fazer um “debate mais informado”. De seguida, evocando que “as recomendações do estudo prendem-se com questões financeiras”, apontou que as únicas fontes de receita são o Estado e os utentes e concluiu que “a mobilização da sociedade no financiamento é minoritária”, questionando: “Como, então, mobilizar mais a sociedade?”. “Os utentes são sociedade civil”, responderia Anacoreta Correia mais à frente, numa questão que ficou por ali, pois, à exceção dos apoios do Estado e autarquias, que não chega aos 40%, tudo o resto é a sociedade civil que comparticipa. Por fim, o deputado do Bloco questionou o presidente da CNIS sobre a situação das amas que trabalham a falsos recibos verdes, acusando “as IPSS que não cumprem as leis laborais”. Em resposta, o padre Lino Maia lembrou que “as amas não são trabalhadoras das IPSS” e deixou um desafio aos deputados: “Há que estudar a questão das amas e também a dos cuidadores informais”. Já no fecho da audição, Américo Mendes, coordenador do estudo em debate, sublinhou algumas ideias, como a de que “as IPSS não estão piores do que o resto da economia”, ressalvando que “o grave são as 18,76% de IPSS com EBITDA negativo”. Lembrando que “cada euro que uma IPSS capta para o seu concelho é multiplicado por 4,218 euros na economia desse território”, Américo Mendes chamou a atenção para uma questão: “A produtividade não poderá, nem deverá crescer como no resto da economia e isso tem que ver com as características do Sector. Isto é um trabalho de pessoas, que não podem ser substituídas por um qualquer robô. Portanto, é preciso olhar também para este fator”. Por fim, o coordenador do estudo e profundo conhecedor do Sector Social Solidário instou os deputados a tudo fazerem para fazer regressar aos programas do novo Quadro Comunitário de Apoio uma medida que “foi um dos principais elementos na mudança e melhoria nas IPSS”, o FAS – Formação Ação Solidária. “Isto desapareceu e era necessário que voltasse aos programas comunitários, pois é um instrumento poderoso na mudança e no dinamismo no seio das instituições”, argumentou. A fechar, o padre Lino Maia sublinhou que “o Estado é corresponsável pela sustentabilidade das instituições”, lembrando que “é preciso olhar com mais atenção determinadas regiões e IPSS para atenuar desigualdades”.


Sem medidas compensatórias, a CNIS não assina um novo Compromisso de Cooperação se este não plasmar uma atualização da comparticipação do Estado na ordem dos 4%. Esta é a posição defendida pelo presidente da CNIS na reunião do Conselho Geral. Quotizações, avaliação do Programa de Ação 2018 e escolha dos novos elementos para a Comissão Permanente foram outros temas tratados no primeiro Conselho Geral do ano. A primeira reunião do ano do Conselho Geral, que foi igualmente a primeira após o ato eleitoral da CNIS, pelo que constituiu a primeira dos atuais órgãos sociais, abordou diversos assuntos, alguns de vertente organizativa interna, mas também outros que se prendem com a cooperação com o Estado. A este propósito, e questionado por um dos conselheiros sobre o andamento das negociações para o novo Compromisso de Cooperação para o Sector Social e Solidário, o presidente da Direção da CNIS começou por responder com alguma ironia, dizendo que “está num bom encaminhamento… até ao fim do ano!”. Mais a sério: “Houve um encontro exploratório com a CNIS, e também com a União das Misericórdias, em que foi dito que o Governo queria as negociações fechadas até ao fim do ano”. No entanto, e apesar destas reuniões terem acontecido em 2018, em concreto ainda nada se sabe. “Quero crer que esta demora de desenvolvimento tenha algo que ver com o acertar de um valor de comparticipação que seja aceitável”, afirmou o padre Lino Maia, sublinhando, porém, que “a CNIS não está muito na disposição de aceitar uma atualização da comparticipação que não seja razoável”. E por uma atualização razoável, o líder da CNIS entende que é, “a não ser que haja medidas compensatórias, um valor que não deve andar longe dos 4%”. Preocupado com a complicada sustentabilidade económico-financeira das IPSS – que o estudo da CNIS «Importância Económica e Social das IPSS em Portugal» veio evidenciar de forma científica –, o padre Lino Maia mostra-se irredutível: “Não estamos disponíveis para assinar algo que globalmente não seja atualizado em 4%, a não ser que haja medidas compensatórias ao nível de garantias de revisão do regime fiscal e de mexidas na TSU”. Perante o cenário menos desejado, o presidente da CNIS lembrou os conselheiros que “pode não haver acordo e, nessa situação, ao Governo basta emitir um despacho para definir novas regras”. Na reunião do Conselho Geral, que decorreu em Fátima, no passado dia 25 de fevereiro, antecedendo a Assembleia Geral do próximo dia 23 de março, abordaram-se outras matérias de relevo para a vida da CNIS e das IPSS associadas, entre as quais o Relatório de Avaliação do Programa de Ação e das Contas de 2018 e também a quotização no seio da Confederação. Quanto ao relatório, aprovado pela Direção e que agora será apresentado às instituições de base na próxima Reunião Magna, destaque para o facto de o “incumprimento global do Compromisso de Cooperação para o Sector Social e Solidário 2017/2018” ter sido identificado como “o aspeto negativo” do ano de 2018, enquanto que os principais aspetos positivos no cumprimento do Programa de Ação 2018 foram, entre outros, a realização dos estudos «Diagnóstico de saúde da população servida pelas IPSS associadas da CNIS», elaborado pela Universidade de Évora, e «Importância Económica e Social das IPSS em Portugal», concretizado pela Universidade Católica, a constituição da CPES – Confederação Portuguesa de Economia Social, a promoção de formação para diretores pedagógicos e a participação da CNIS na Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo (ENIPSSA). Para além disto, o relatório regista que os serviços da CNIS auxiliaram as IPSS com 160 pareceres jurídicos, 1.383 apoios técnicos e ainda dois diagnósticos económico-financeiros. Depois, os conselheiros foram confrontados com um processo que a Direção quer que seja mais “justo e equitativo” e que é o das quotizações. “As instituições têm a obrigação de pagar, o que lhes dá o direito de participar”, começou por dizer Macário Correia, tesoureiro da CNIS, colocando, de seguida, o assunto a debate: “Há coisas que têm que ser melhoradas. Os deveres não são pessoais, mas sim institucionais, pelo que há que fazer tudo para resolver este assunto e, por isso, a Direção pede a colaboração das uniões distritais”. O assunto prende-se com a quotização das IPSS e como resolver os incumprimentos. “O que se pretende é que o esforço que as associadas de base fazem seja equitativo e justo”, acrescentou Eleutério Alves, vice-presidente e anterior tesoureiro da CNIS, lançando um desafio: “É preciso encontrar um novo regulamento de quotizações. Queremos um regulamento de consenso, que seja uma estratégia feliz e bem-sucedida”. Presente na reunião a convite da Direção, Lacerda Pais, presidente do Conselho Fiscal da CNIS, foi mais direto e preciso. “O problema não é o regulamento, mas o não cumprimento do atual. É necessário cumprir os regulamentos atuais e só depois avançar para novos regulamentos”, asseverou o supervisor das Contas da CNIS, acrescentando: “E todos sabemos que não há uniões distritais iguais! Por isso, fica agora à ponderação das uniões distritais para efetuarem propostas futuras que levem à resolução do problema das quotas”. O debate em torno da questão das quotas puxou para cima da mesa um outro tema, pois eles interligam-se diretamente. Trata-se de definir qual o papel da CNIS, das uniões distritais e das instituições de base e como deve ser o respetivo relacionamento. Para que não haja sobreposição de papéis nem esvaziamento de funções, é importante a definição dos procedimentos, até por uma questão de economia de recursos. “As instituições devem colocar as questões, sejam pedidos de parecer técnico e/ou jurídico, à respetiva União Distrital (UD), que deve responder em conformidade”, sublinhou o padre Lino Maia, lembrando que, “se não puder, canaliza para a CNIS que deve responder à instituição”. Sobre esta questão, Lacerda Pais reforçou este entendimento, dizendo, claramente, que “a CNIS e as uniões distritais só têm que responder a pedidos feitos pelos presidentes das instituições e não a diretores de serviços ou outros”, lembrando que “muitas vezes são elementos que estão em conflito com a Direção da IPSS”. Por seu turno, Eleutério Alves defendeu que “é preciso que haja um clima de confiança entre todas as entidades [CNIS, UD e IPSS]”, enquanto o padre José Baptista, membro da Direção, deixou um alerta: “Façam normas mas não matem as estruturas”. Por outro lado, a reunião do Conselho Geral serviu para se saber que a Chama da Solidariedade viajará, entre Abril e Junho, de Valpaços até Vila Real, cidade que acolhe a Festa da Solidariedade 2019, em dia ainda por definir entre 7 e 8 de junho. A jornada de trabalho em Fátima, que começou pela escolha do novo secretário para o órgão consultivo da Direção, que é agora Tiago Abalroado, presidente da UDIPSS Évora, substituindo Eduardo Mourinha, líder da União Distrital de Santarém, ficou ainda marcada pela escolha da nova Comissão Permanente do Conselho Geral (CPCG), órgão presidido pelo padre José Baptista. A nova composição da CPCG é: Rui Leite Castro (Norte), Horácio Santiago (Centro), Luís Amaral (Lisboa e Vale do Tejo e Setúbal), Tiago Abalroado (Alentejo e Algarve), Francisco Caldeira (Açores e Madeira) e Gil Tavares (Federações). A fechar o Conselho Geral, o cónego Roberto Mariz informou os conselheiros que está para arrancar uma formação em gestão para dirigentes 2019/2020, estando a decorrer o período para calendarização com as uniões distritais. Para esta formação de 60 horas, pretende-se a constituição de turmas de 30 formandos, sendo que a prioridade é dada aos dirigentes das instituições representadas nos órgãos sociais das UD. A formação está a cargo da Universidade Católica. Fonte: Solidariedade, in Pedro Vasco Oliveira (texto e foto)


Reunidas em Assembleia Geral, as associadas da CNIS aprovaram por esmagadoras maiorias o Plano de Ação e o Orçamento para 2019, tendo sido ainda fixada a data de realização do Congresso Eleitoral, que acontecerá no próximo dia 12 de janeiro. Assim, no arranque de mais um ano civil, a CNIS elegerá os novos órgãos sociais para o quadriénio 2019-2022, sendo já conhecida a intenção da Direção avançar coim uma lista candidata o ato eleitoral. De resto houve um grande consenso em torno dos documentos que estiveram a votação e ainda na identificação dos enormes constrangimentos que as IPSS vivem de uma maneira geral. O presidente da CNIS afirmou mesmo que “os dois grandes problemas” que as instituições vivem atualmente prendem-se com “a sustentabilidade” e a atitude persecutória do Instituto da Segurança Social (ISS), que se traduz na “falta de respeito dos serviços do Estado para com este Sector” com as inúmeras inspeções e fiscalizações às IPSS, afirmou o padre Lino Maia, rematando: “O ISS não está a funcionar como parceiro. Comportam-se como os donos disto tudo e nós somos uns feitores muito maltratados”. O retrato completo da última reunião Magna ordinária dos atuais Corpos Sociais será feito, em breve, aqui no SOLIDARIEDADE.

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